Como analisar dados de monitoramento em tempo real

Gabriel Ishida

6481563277_5b842f103c_o

Do ponto de vista do mercado de monitoramento e métricas em social media, podemos considerar que 2014 foi um ano bastante interessante. Digo isso devido aos esforços das grandes marcas em realizar o chamado Real Time Monitoring (ou Monitoramento em Tempo Real), principalmente para a Copa do Mundo de Futebol. As marcas buscavam identificar as tendências e comportamentos do público para realizar ações em tempo real, prevenir/prever crises, aproveitar oportunidades e ajustar campanhas durante a Copa. Algumas iniciativas já tinham sido realizadas em 2013, durante a Copa das Confederações, mas foi em 2014 que as ações mais maduras foram implementadas.

Aqui na DP6 tivemos a oportunidade de trabalhar com monitoramento em tempo real durante a Copa e podemos dizer que foi uma experiência bastante enriquecedora. Tivemos que criar novas metodologias e processos para analisar os dados que precisavam chegar “quentes” para nossos clientes. Sendo assim, deixamos alguns pontos para quem for estruturar uma equipe de análise para esse tipo de situação.

Automatização é fundamental

Não adianta pensar em monitoramento em tempo real, buscando gerar insights e conhecimento para seu cliente, se você tem que ficar copiando, colando e classificando os dados à mão. Lembre-se que cada minuto que passa você fazendo um trabalho extremamente manual, é um minuto a menos que o cliente tem para criar uma ação ou aproveitar uma tendência. Então, invista um tempo com um colega que manja muito de Excel ou programação para te ajudar a automatizar os processos que você inevitavelmente precisa fazer.

Não tenha 100% de precisão

Sabe aquele número que você precisa fazer mil cálculos ou extrair de diversas fontes de dados para conseguir? Se pergunte: será que não consigo tirar uma noção (com uma margem de erro aceitável) apenas para posicionar mais rapidamente nossa análise? Com a necessidade de informações em tempo real, precisamos que volumes, estatísticas e métricas também sejam rápidas. Claro que não é para indicar 50% quando é 90%, mas dar uma noção do número já ajuda bastante para situar os dados. O que geralmente fazemos é dar uma noção necessária para aquele momento. Posteriormente, com mais tempo para validação e exploração, passamos o número mais preciso.

Foco em crises e oportunidades

O sentimento e volume de buzz são obviamente importantes. Mas o monitoramento em tempo real é mais voltado para a identificação de crises e oportunidades de atuação. Sendo assim, aquele post de um usuário relatando um problema no hotsite do seu cliente é muito valioso e deve ser  reportado imediatamente. Assim como um post de uma garota que fez uma regravação da propaganda de sua marca e conseguiu muitos retweets.

Relembre o objetivo

Vale lembrar sempre dos motivos para que você esteja fazendo esse trabalho em tempo real. É para identificar tendências? É para monitorar crises? É para levantar repercussão? É bom ter um foco ou dividir trabalho caso haja diversas frentes que precisam ser verificadas. Assim, o trabalho fica muito mais produtivo.

Com as Olimpíadas chegando, a tendência é que tenhamos mais ações em tempo real com suporte do monitoramento. Faça testes e se estruture nesse ano para chegar 2016 afinado em seus trabalhos.

Fonte imagem: Geoff Livingston

Gabriel Ishida

"Buzz isn't just noise; it translates into purchase intent" - McKinsey Área: Social Intelligence Local: São Paulo Especialidades: Transformar burburinho em algo relevante

Gabriel Ishida

Author Gabriel Ishida

"Buzz isn't just noise; it translates into purchase intent" - McKinsey Área: Social Intelligence Local: São Paulo Especialidades: Transformar burburinho em algo relevante

More posts by Gabriel Ishida

Leave a Reply