Como o Google Analytics sobrescreve as origens do tráfego
Quando analisamos os dados do Google Analytics, principalmente a seção das fontes de tráfego, sabemos que o GA tem uma maneira bem peculiar de identificar por onde o usuário conheceu nosso site, o que afeta principalmente os acessos diretos, pois em entradas desse tipo provavelmente os usuários já conheciam o site antes.
Pois bem, antes de entrarmos diretamente no assunto, precisamos entender exatamente o que o Google Analytics considera para cada um dos tipos de origem. Basicamente, os dados são tratados da seguinte maneira:
- Referral: Entradas por sites de referência ocorrem quando o usuário clica no link de qualquer outro site e é direcionado para seu site. Em casos como esse, a origem é marcada com o site (www.site.com, por exemplo) e a mídia como referral.
- Organic: Quando o usuário chega ao seu site por meio de buscadores, como o Google, Yahoo! e Bing, por exemplo. Nesse caso, o GA contabilizará a origem para o buscador utilizado, a mídia como organic e também o termo com que o usuário chegou ao seu site, contanto que ele não esteja logado. Caso esteja, o termo deve aparecer como (not provided).
- Campanhas: Quaisquer entradas por meio de campanhas PPC, mídia de Display e outras semelhantes. No caso de entradas por campanhas, há a possibilidade de customização das cinco variáveis de campanha por meio do URL Builder. No entanto, se estiver contabilizando entradas de campanhas do AdWords, também existe a possibilidade de acompanhamento automático, que deve ser configurada no momento da subida da campanha na ferramenta.
- Direto: é o tráfego do seu site que não tem informações precisas de origem, como a digitação do site diretamente na barra de navegação, bookmarks e cliques em links de mensagens instantâneas e, por isso, o Google Analytics não tem como definir por onde veio. Neste caso, a origem é identificada como (direct) e a mídia como (none).
Atribuição do último clique
- Acessos vindos de campanhas, de buscadores e de sites de referência sempre irão sobrescrever a origem marcada na visita anterior.
- Acessos diretos nunca sobrescrevem a origem da visita anterior.
- Importante: caso você queira manter a origem de tráfego anterior, pode utilizar o parâmetro utm_nooverride=1 na URL. Ele forçará o Google Analytics a não sobrescrever a origem da visita atual do usuário.
Como isso afeta os acessos diretos
As origens de tráfego são contabilizadas por meio de cookies que têm por padrão a validade de 6 meses (a menos que o usuário os apague manualmente antes disso ou que essa validade seja alterada na customização da tag, mas isso é assunto para outro post), o que quer dizer que mesmo após pausar uma campanha de links patrocinados, podemos continuar vendo visitas que tem como última entrada a campanha em questão. Isso porque quando o visitante volta ao site por acesso direto, seja por ter favoritado o site ou pela facilidade de digitá-lo no browser, o cookie não irá sobrescrever a origem, como já vimos. Ou seja, uma campanha pode continuar tendo visitas mesmo meses após seu término, muito comum em campanhas de disparo de email marketing.
Além disso, caso a campanha ainda esteja ativa e tiver muitos visitantes que retornam por acesso direto, seu Connect Rate pode ser maior que 100%, o que indicaria um número de visitas maior que o de cliques.
Mas então, como ver as conversões de tráfego direto?
Uma alternativa para tentar identificar o fluxo das visitas no processo de conversão, parte importantíssima em nossas análises, são os relatórios de Multi-Channel Funnels, onde são contabilizados os acessos diretos na visualização dos Principais caminhos de conversão e as Assistências para conversões, por exemplo.
Tomando esses cuidados, o entendimento das conversões e comportamento das fontes de tráfego no decorrer e após campanhas se torna mais fácil, economizando tempo precioso na investigação e aprofundamento dos dados da análise em questão.






Vou sugestionar um post, hoje fiz um relatório de visitas desde dia 1/1/12 ate hoje 27/2/2012 e do Facebook vieram 403 cliques pelo analytcs, porem dentro das configurações e relatórios do Facebook 597 cliques, isso da uma diferença de 50%. Para tirar a prova entrei dentro das configurações do cpanel, da uma diferença de 20%. É como se tivesse inventado do nada esses cliques para eu pagar, achei um absurdo e como a taxa de rejeição do Facebook é alta resolvi desativar todas campanhas. Eu não estou aqui para falar que inventaram cliques, porem a diferença de na media 30% é dose . Eu não tenho como investigar se é verdadeiro ou falso os cliques que vieram deles, porem a ferramenta mais confiável é o cpanel pois ele é meu próprio servidor e registra tudo que veio deles e notei uma diferença grande. Obrigado. Eder
27 / February / 2012 às 09:47 por Eder Angelo
Olá, Eder.
Sempre teremos diferença entre cliques em banners de campanha e visitas efetivas geradas por eles. Essa diferença podemos chamar de Connect Rate, citado no post.
As entradas de Facebook que você analisou no GA são de links parametrizados ou você verifica por facebook/referral? Em casos como esse é muito importante que tenhamos a parametrização das URLs para que possamos enxergar os resultados da campanha mais fácil.
Em campanhas com peças gráficas o connect rate pode, realmente, apresentar taxas de perda como as que você citou no comentário. Uma série de variáveis, como linha criativa, formato, entre outros, pode auxiliar nessa perda, e isso deve ser analisado com cuidado.
Como você mesmo disse, não acredito que a ferramenta esteja “inventando cliques”; isso se deve, provavelmente, ao comportamento do usuário com a campanha. Você já trabalhou com mídia de display anteriormente? Verificou se a perda é semelhante? É sempre bom analisarmos o histórico.
Espero ter conseguido lhe ajudar. Caso tenha mais dúvidas, nos avise.
Abs!
01 / March / 2012 às 10:43 por Marco Cardozo