Wearables: A nova tecnologia e seu impacto no marketing digital

Fonte: itpro.co.uk

Se você acompanha novidades tecnológicas, percebeu que em meados de 2013 e começo de 2014 o termo wearable, ou tecnologia vestível, começou a ser muito utilizado. O wearable é um dispositivo complementar ao smartphone, que facilita a visualização de notificações, mensagens e aplicativos. Já existem, inclusive, alguns deles sendo usados de forma mais criativa: complementando treinos de atletas ao medirem o batimento cardíaco, além de alguns usos na indústria fashion, como anéis e colares “inteligentes”, tornando a experiência do usuário de smartphone mais cômoda e inteligente.

 

google trends

Fonte: Google Trends

 

Em 2014, a CES (Consumer Eletronic Show), uma feira que mostra as novidades tecnológicas para o mercado consumidor, apontou essa tendência da computação vestível. A maioria das grandes marcas do mercado lançou algum dispositivo wearable, sendo que os principais produtos sob os holofotes foram o Google Glass e o Oculus Rift, ambos óculos de realidade virtual. Outros produtos dessa categoria surgiram, como os smartwatches, “relógios inteligentes” que oferecem uma nova forma de interagir com seu smartphone sem tirá-lo do bolso. Além de mostrarem a hora, podem ser personalizados de acordo com as necessidades do usuário, exibindo informações que vão desde simples mensagens recebidas e avisos de aplicativos, até o batimento cardíaco do usuário. Além deles também surgiram as smartbands, pulseiras “inteligentes” que notificam o usuário de mensagens e ligações.

De acordo com uma projeção sobre os próximos 5 anos da área mobile publicada pela Cisco, uma das maiores empresas especializadas em redes do mundo, o número de produtos da categoria wearable chegará a 578 milhões em 2019, 5 vezes mais do que os 109 milhões de produtos vendidos em 2014 no mundo todo. Em relação a categoria de smartwaches, o wearable mais adquirido no mundo todo, o IDC (International Data Corporation) publicou um artigo sobre a nova categoria de relógios: a quantidade vendida em 2014 foi de 28,9 milhões e poderá chegar a 173,4 milhões em 2019. Atualmente, além dos smartwaches e smartbands citados acima, há alguns outros produtos interessantes, como lentes de contato digitais, que usam o efeito de realidade aumentada e projetam imagens diretamente nos olhos; capacetes de moto com realidade aumentada, simulando ao motorista a visão interna de um carro com GPS, rádio e retrovisores; e até unhas wearables”, transformando a mão feminina em um relógio.

Com tantas novidades, o mercado de marketing digital já está começando a olhar para esta nova mídia, tentando entender como os usuários serão impactados e quais dados poderiam ser analisados, além de consequências éticas em relação ao assunto. Um ponto importante a ser citado é a abertura de mercado que a mídia mobile conseguiu, com conteúdos focados e responsivos de acordo com o dispositivo, além de aplicativos e novos métodos de coleta de dados. Porém, é importante lembrar que a primeira implementação de mídia no conteúdo mobile ocorreu 4 anos após o primeiro smartphone, ou seja, podem ocorrer atrasos para que esse tipo de mídia e formas de medir essas interações cheguem aos wearables, apesar da velocidade de desenvolvimento e adaptação dos usuários à nova tecnologia.

Fonte: incitrio.com

Já há algumas empresas que estão construindo propagandas em wearables e pensando como elas poderiam ser implementadas sem o usuário ter uma atitude negativa em relação a isso, além de empresas que estão estudando como irão medir e implementar esse tipo de mídia, como a Comscore, uma das maiores empresas de mensuração de dados de alcance mundial, detalha em seu post sobre mídias futuras. Há alguns problemas em relação a inserção desse tipo de mídia: já imaginou você usando um óculos inteligente e a propaganda pular diretamente nos seus olhos?

No futuro, as empresas poderão testemunhar a rapidez e a fidelidade dos dados coletados através dessa tecnologia.  Imagine um atleta correndo utilizando um relógio inteligente e, no final de sua corrida, o relógio conseguir medir quantas passadas foram dadas, qual o ritmo de velocidade e o ritmo do batimento cardíaco; com esses dados, uma empresa do ramo fitness pode tentar vender ao atleta um tênis após alguns meses de monitoramento (já que ele se desgastará), ou pode indicar um suplemento que melhore seu desempenho.

Há ainda os óculos inteligentes, que podem ajudar a indicar no que o consumidor presta mais atenção quando está comprando, ou utilizar a localização do wearable para impactar o usuário de modo mais pessoal, mostrando indicações de lojas e restaurantes próximos, além de outras utilidades, ou, ainda mais, utilizar o wearable para medir a resposta epidérmica da pele e tentar saber qual a resposta psicológica do consumidor ao utilizar, ver ou comprar o produto. E, acreditem, já existem até bolas de basquete inteligentes que, conectadas ao smartphone, mostram qual foi a performance do atleta no jogo, podendo indicar aulas e acessórios esportivos, por exemplo. Outra oportunidade observada é a área smart fashion, pois existem anéis, colares, pulseiras e brincos, que além de servirem como acessórios de moda, deixam o usuário conectado o tempo todo.

Post Shiba 3

Foto: Bola de basquete inteligente

Fonte: Gizmag.com

Essas são algumas oportunidades futuras observadas para esse novo tipo de consumo de conteúdo, mas ainda há uma infinidade de possibilidades de inserção e coleta de dados que essa mídia digital específica pode proporcionar. Isso tudo depende muito do consumo dos wearables, pois caso se perceba um aumento de interesse por parte dos usuários, as empresas podem ser atraídas a criar conteúdo para esta plataforma. Para as marcas de modo geral, esses dispositivos podem ser uma forma de se aproximar melhor do consumidor e segmentar seu mercado, com dados mais fiéis e mensagens mais sutis, diretas e cada vez mais pessoais. Para o usuário, além de toda comodidade que um wearable provê, é a possibilidade de conversar com as empresas de forma rápida sobre um produto ou serviço, de ser impactado com informações de acordo com suas escolhas em apenas um toque, e de ser segmentado para produtos conforme sua preferência e necessidade.