3 Tendências para o Marketing Analytics em 2026

Artificial ou humana, a Inteligência analítica continua como prioridade máxima para comunicação e vendas
O início de 2026 marca o momento de sair do planejamento e entrar na execução, especialmente quando falamos de Marketing Analytics.
Na DP6 não fazemos nada sem nossos clientes e parceiros. Por isso, revisitamos o que nossas lunetas mágicas (e muitos dados) estão mostrando para começarmos a esquentar as conversas estratégicas que teremos em breve.
O ano de 2026 não deve ser apenas de adoção de novas tecnologias, mas também deve ser um ano de sobrevivência e adaptação à velocidade com que elas mudam as regras do jogo. Bora?
A "Velha" Inteligência Artificial: De Chatbots para Agentes de alto impacto
Em primeiríssimo lugar, a IA. Estranhamente, já podemos chamá-la de "a velha IA". Quem diria que ela estaria entre nós, com nós e, às vezes, sem nós? O mercado mudou drasticamente: saímos da era da geração de conteúdo para a era da ação autônoma.
Mas o que os ventos do mercado e dos negócios nos trazem sobre isso?
Comércio Agêntico (Agentic Commerce)
A última Black Friday provavelmente foi a última apenas com compradores humanos. A Gartner estima que até o final de 2026, 20% das interações de serviços ao cliente (incluindo compras e transações) serão executadas por clientes-máquina, ou seja, por agentes de inteligência artificial comprando em nome de humanos.
Então, se o cliente final é um robô focado em atributos e custos, nosso marketing precisará convencer emocionalmente não somente os humanos, mas os algoritmos mais racionais e objetivos.
Uma mudança importante e significativa em várias etapas da jornada, da descoberta até a decisão nos canais de compra.
GEO (Generative Engine Optimization)
Agora, some à essa mudança de comportamento das compras, a revolução na descoberta de informações e produtos que já aconteceu desde o nascimento do GPT-3. Não basta apenas otimizar seus produtos no feed.
A otimização de conteúdo, de marca, de posicionamento e reputação já é realidade e migra conceitos do já antigo SEO para os novos canais e formatos baseados em LLMs.
O impacto atual ainda é tímido, mas a Emarketer já projeta que o crescimento da receita publicitária de Busca em IA/LLMs será maior e mais rápido que outros canais modernos como Retail Media e TV conectada, podendo atingir quase USD 26Bi nos seus primeiros 5 anos somente nos EUA.
O que fazemos com tudo isso?
Bom, o mais importante é já começar a evoluir a estratégia de canais, dados e otimização para este novo mix, pilotando, adotando e escalando estratégias que deverão sustentar esse futuro próximo
Abordagens como medir o Share of Model da sua marca ou produto e otimizar conteúdo, estratégia e ganhar vantagem competitiva na mídia devem se consolidar e crescer em 2026.
Fundação e preparação para o futuro com IAs: para pegar essa estrada, nosso negócio precisa estar com os mapas atualizados e o motor adaptado aos combustíveis que precisaremos usar.
Ou seja, com a proliferação e escala da adoção de ferramentas baseadas em IA, LLMs e frameworks integrados, nossos dados, métricas e sistemas precisam falar a língua do novo mercado.
Data Lakes e Data Warehouses modernos e bem estruturados, Integrações e Governança. Gerenciar centenas ou milhares de agentes baseado somente em prompts e planilhas não parece uma boa estratégia.
A DP6 pode ajudar a sua área de TI, MarTech, Canais ou Marketing a materializar isso tecnicamente desde a avaliação da arquitetura até a implementação dos pipelines mais modernos.
MarTech vai morrer? Não, vai ficar invisível.
Todo ano querem matar alguma solução, ferramenta ou abordagem. E a verdade é que nenhuma delas simplesmente “morre” e nem a MarTech irá morrer realmente.
O que deve acontecer daqui para frente é uma evolução da fluidez e da adaptação das tecnologias para marketing (MarTech) e para publicidade (AdTech).
Ainda precisamos de Dashboards? Talvez não, mas o importante é que temos hoje cada vez mais capacidade de entregar soluções para o marketing baseadas em conversação.
O ChatGPT nos ensinou muito sobre isso desde 2020, não é? Ao invés de caçar qual gráfico ou tabela responde à nossa pergunta, por que simplesmente não perguntamos?
E isso serve tanto para obter respostas simples (“quantas conversões tivemos na última semana”) quanto direcionamentos mais profundos (“estime a contribuição real e o orçamento otimizado/recomendado para o canal X baseado nos meus modelos de MMM e Atribuição”) ou, inclusive, para executar tarefas (“Otimize meus grupos de anúncios focando em LTV e retenção.”)
Vibe Coding (ou programação via linguagem natural)
É a “palavra” do ano de 2025 pelo Collins Dictionary.
Marcas estão criando microferramentas proprietárias em minutos. Ainda carecem de muito ajuste, mas a evolução em 1 ano foi enorme.
Pode ser uma tendência para um desenvolvimento mais orgânico ou extensão do stack de Martech reduzindo as dependências e limitações de grandes suítes monolíticas.
MCP (Model Context Protocol) como o novo USB
Um novo padrão para facilitar a integração de dados e ações, mas para conectar agentes de IA.
Mais adaptável e simples para que muitas soluções diferentes “conversem” entre si e nos nossos chats.
Ou seja, o marketing continua precisando de muita tecnologia, mas em 2026 devemos começar a ver mais ação partindo de conversas ou agentes autônomos e isso deve fazer a “velha Martech” de Logins diferentes, APIs e Dashboards parecer que sumiu, mas na verdade só estarão melhor integradas (ou deveriam estar) e agindo com mais autonomia.
Mensuração de Marketing: A Busca pela Verdade Composta
O fim dos cookies foi apenas o começo. Em 2026, a mensuração determinística é um luxo raro.
O mercado mais maduro aceitou que a verdade absoluta não existe, mas a precisão direcional é obrigatória.
A triangulação necessária
Nenhuma metodologia isolada para de pé sozinha.
A tendência é adotar as boas visões diferentes e calibrar os parâmetros para uma verdade composta.
MMM já ganhou muita notoriedade em muitas empresas, mas ainda há espaço para evoluir, tanto na execução e modelagem com soluções automatizadas, SaaS modernas e biblioteca open-source de alto padrão, como também na extração de insights e aplicação prática dos insights.
O Emarketer projeta que quase metade (46,9%) dos profissionais de marketing dos EUA declararam que irão ampliar investimentos em MMM em 2026. É um bom sinal, não é?
Mas e a atribuição, os experimentos? Essas abordagens, essenciais para complementar o MMM, devem ganhar mais visibilidade estratégica em 2026.
Além de necessária, essa visibilidade é importante para sustentar as mudanças estruturais que surgem quando embarcamos nessa jornada: Descobrir verdades que não gostaríamos de ouvir ou que põem em xeque o que acreditamos ser melhor para nossas campanhas é difícil e cria muita resistência nas estruturas executivas e de planejamento de mídia e comunicação.
Mas a velocidade com que a atribuição pode trabalhar, aliada com a profundidade das hipóteses trazidas pelo MMM e com a realidade nua e crua dos experimentos, o futuro do nosso resultado pode ser muito melhor. Só precisamos mudar, senão nada muda.
Retail Media e Commerce Media
Uma boa parte do dinheiro de publicidade está migrando para onde a atribuição é mais clara.
E nisso, o varejo e o comércio ganham como diferencial competitivo de mídia.
Mas, há algo que ainda deverá evoluir em 2026: A grande maioria da execução nessas plataformas ainda adota atribuição básica (last-click, view-through, etc).
Imagina calcular a real contribuição de uma campanha de branding em vídeo no varejo e seu resultado no LTV da sua coorte de clientes do mês passado? E o impacto das ações In-store, comunicadas na loja física, nas vendas online? Sim, isso já conseguimos executar com precisão.
Seja com modelos de atribuição multicanal, análise omnicanal ad hoc ou através do uso de Data Clean Rooms (DCRs), a DP6 tem apoiado operações de Retail Media tanto do lado do varejista quanto da marca anunciante na construção e análise de métricas mais realistas e aprofundadas.
Mas qual é o saldo previsto para 2026?
2026 não será um ano para amadores ou para quem espera a poeira baixar.
A evolução é o único caminho possível.
Como parceiro estratégico, nossa missão na DP6 não é apenas implementar a ferramenta mais popular, mas garantir que sua arquitetura de dados suporte melhores decisões, sejam elas manuais ou autônomas, que sua mensuração seja cientificamente válida e que sua marca prospere em um mundo onde o consumidor pode nem ser humano.
Se sua empresa quer preparar a arquitetura de dados, a mensuração e a estratégia de marketing para os desafios de 2026 e além, é hora de avançar. Entre em contato com a DP6 e descubra como transformar complexidade em decisões mais inteligentes, consistentes e orientadas a impacto real de negócio.
Inteligência analítica para o Marketing não sai de moda e não pode ser só mais uma promessa de ano novo em 2026.



